Quase 70% dos agressores e das vítimas da violência em Belém se encontram na faixa etária de 18 a 24 anos.
O que fazer para diminuir a delinquência entre os jovens?
A pobreza, é ou não, a causa principal da violência urbana?
Este conteúdo foi publicado em Terça, 30 de Junho de 2009 às 23:54 e está arquivado em Meio Ambiente. Você pode acompanhar quaisquer comentários a esta publicação através do RSS 2.0.
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1 de Julho de 200915:30 em
Este dado é assustador e mais assustador ainda o descaso de nossas autoridades. Não bastasse esse terror, só o simples pensar no futuro causa arrepios, a julgar pelo enorme contingente de aprendizes de marginais criminosos que ora se desenvolvem. Alguns, parece, já nascem prontos, uma vez que a célula mater já é composta de criminosos.
Particularmente, detesto clichês e frases feitas, todavia, desta feita, não posso olvidá-los quase que implorando ao Poder Público uma atitude no sentido de ocupar o tempo dos jovens com cursos profissionalizantes gratuitos, em escolas bem equipadas, principalmente com uma alimentação escolar balanceada.
A violência urbana é, certamente, um fenômeno dos grandes centros urbanos, que por um crescimento desregrado, potencializado pelo exôdo rural, acumulam massa criminosa. Então os famosos Direitos Humanos passam a “marcha ré” quando se fala em mudança das leis, baseados no princípio de que esses criminosos foram criados pelo sistema. Assim, Criador e Criatura vivem a se “esbarrar” num bang-bang pós-moderno, no qual não se consegue identificar o mocinho do bandido. Mas isso é clichê, também.
Essas leis precisam ser mudadas urgentemente. É paradoxal, pois sabemos que mesmo mudando as leis, elas só serão aplicadas a bandidos pobres e os grandes cafafagestes da humanidade permanecerão impunes, todavia o contingente diminuiria consideravelmente. Alô, Governos, a sociedade implora, invistam mais em geração de emprego e em educação, pois assim o investimento em Segurança Pública será voltado mais para os casos incorrigíveis.
No livro “Crescimento, Pobreza e Violência em Belém”, organizado por Thomas Mitschein, podemos observar mecanismos interessantes para driblar a pobreza e a consequente criminalidade. Nesta obra, atentei para um depoimento do morador do Bairro do Guamá, em Belém, “Não queremos esmolas, queremos trabalho e renda”. Mitschein, em sua pesquisa, diz que 79% das propostas apontadas, dizem respeito à criação de oportunidades de ocupação, emprego e renda. Para que alcancemos esse paraíso não é preciso passarmos pelo inferno. Temos instituições de ensino profissionalizante em Belém, mas precisamos de mais. Precisamos de uma política publica que vá até os jovens em situação de vulnerabilidade social e os traga a esses programas, pois sem um programa de conscientização eficaz isso não vai acontecer. Então, se é para proteger os jovens, que se faça de forma organizada, com iniciativas de assistência social permanente.
Pode ser que nossos singelos comentários não convençam ninguém. Mas pode ser que sim!
12 de Outubro de 200923:52 em
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